2012-02-24

PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Saiba como utilizá-la numa situação de emergência...

É UM MÉTODO OCASIONAL PARA PREVENIR UMA GRAVIDEZ INDESEJADA.
O QUE É A PÍLULA DO DIA SEGUINTE?

É um medicamento para evitar uma gravidez indesejada depois de uma relação sexual não protegida ou mal protegida. Ex.: rompimento ou esquecimento da pílula diária, deslocação do dispositivo intra-uterino, violação, etc;

Se for tomada de acordo com as recomendações reduz o risco de engravidar mas não é 100% eficaz;
Não é abortiva;
Só deve ser tomada ocasionalmente.

Como se toma? . O mais cedo possível, após a relação sexual, de preferência nas primeiras 12 horas, porque a eficácia é tanto maior quanto mais cedo for tomada. . Embora seja chamada "pílula do dia seguinte", deve ser tomada até 72 horas após a relação sexual não protegida ou mal protegida. No entanto mantém eficácia aceitável até às 120 horas (5dias). O risco de gravidez está muito aumentado se for tomada depois das 120 horas (5 dias) após a relação sexual.

Que efeitos secundários pode provocar? . Os mais comuns são náuseas e vómitos, dores de cabeça, tensão mamária, perdas de sangue vaginais, menstruação um pouco antes ou depois do previsto, dores abdominais e fadiga. Estes efeitos desaparecem ao fim de alguns dias;

Quais os cuidados a ter depois de a utilizar?
*Nas relações sexuais seguintes, e até ao aparecimento da próxima menstruação, utilize outro método de contracepção como o preservativo, espermicida, etc;
 *Se estava a tomar uma pílula diária, não pare. Continue a tomá-la regularmente para não alterar o período menstrual. Até à próxima menstruação utilize também o preservativo nas relações sexuais, para se proteger de uma gravidez indesejada;
* Faça um teste de gravidez se a menstruação não aparecer até ao 5º dia após a data prevista;
* Para proteger a sua saúde, evite repetir a tomada da “pílula do dia seguinte” no mesmo ciclo menstrual para não sobrecarregar o organismo de hormonas.

É importante saber que…
*Não substitui os métodos contraceptivos regulares;
*Os métodos contraceptivos regulares (ex: contraceptivos orais, dispositivo intra-uterino, preservativo, etc.) são mais seguros e eficazes do que a “pílula do dia seguinte”;
*A “pílula do dia seguinte” só deve ser usada em caso de emergência;
*A “pílula do dia seguinte” não protege contra doenças sexualmente transmissíveis (ex.: SIDA). Use preservativo!
*Antes de tomar a “pílula do dia seguinte”, informe o seu médico ou farmacêutico se está a amamentar, se tem algum problema de saúde (ex.:doenças de fígado, cancro, problemas de coagulação do sangue) e se está a tomar outros medicamentos;
*Se estiver grávida não deve tomar a “pílula do dia seguinte”;
*A contracepção de Emergência não é abortiva. Actua de várias formas para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada.
Assim: a contracepção de emergência pode impedir ou atrasar a ovulação (impedir a saída do óvulo do ovário da mulher); pode impedir a fertilização (o encontro do óvulo com o espermatozoide); pode impedir a implantação dum ovo na parede do útero, acontecimento que a ciência médica define como início de uma gravidez.
*Se a mulher já estiver grávida, isto é se o ovo já estiver implantado no útero, a contracepção de emergência é totalmente ineficaz, embora não tenha qualquer efeito nocivo dobre o feto ou a gravidez.

 O que pode esperar do seu farmacêutico?
*Informação sobre a eficácia do contraceptivo de emergência;
*Recomendações sobre a toma correcta do medicamento;
*Esclarecimento das suas dúvidas, antes ou depois de tomar o medicamento;
*Informação sobre os métodos de contracepção regular que existem.


Para utilizar uma contracepção eficaz e segura e usar ocasionalmente a “pílula do dia seguinte”, informe-se com o seu médico ou farmacêutico.

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