2012-03-06

PITIRÍASE VERSICOLAR


Manchas estranhas na sua pele durante o Verão
 
Isto relaciona-se com uma descoloração irregular e difusa na sua pele?
Estas manchas localizam-se sobretudo na parte superior do seu corpo, no seu pescoço ou nos membros superiores?
Então há grandes probabilidades de que se trate de uma infecção fúngica. Este intruso denomina-se Malassezia, correspondendo a doença à designação de pitiríase versicolor (cor invertida). Uma pessoa com a pele não bronzeada terá manchas escuras e uma pessoa com a pele bronzeada terá manchas mais claras. Muitas vezes tratam-se de manchas pequenas, outras vezes as diferentes manchas convergem em manchas maiores. Podem também ocorrer pequenas crostas. Na maioria das vezes não origina prurido mas muitas pessoas consideram esta doença inestética.
De onde surgiram estas manchas?
Em situações normais, a presença da Malassezia na sua pele não lhe causa quaisquer problemas. No entanto, algumas vezes o fungo "prolifera" e penetra nos tecidos. É isto que acontece com altos níveis de humidade e calor atmosférico, mas também com uma pele oleosa ou com sudorese excessiva. Provavelmente a utilização de leite de coco contido nos bronzeadores contribui para a ocorrência da pitiríase versicolor, porque o óleo de coco destrói as bactérias normais na sua pele. Alguns medicamentos podem também estimular este fenómeno.
Manchas?
Não há qualquer razão para que qualquer pessoa continue a tê-las. Há tratamentos eficazes disponíveis para estes casos! Mesmo que não considere o assunto suficientemente importante para justificar tratamento, deve ser examinado para que se assegure que a situação não se converte em algo mais grave.
O tratamento: aplique uma pomada ou tome comprimidos
A Pitiríase versicolor pode ser tratada tópica ou oralmente. Por outras palavras, aplicando uma pomada ou tomando comprimidos.
No entanto, o problema da terapêutica tópica é que nem sempre é possível saber onde se localiza o fungo. A superfície da pele que necessita de pomada ou creme pode ser maior do que parece. Por este motivo, muitas vezes opta-se por lhe prescrever uma terapêutica oral. Consulte o seu Farmacêutico e/ou Médico para obter mais informação sobre o tratamento.

ALOPÉCIA AREATA

Perda inflamatória desigual de cabelos microscopicamente ocorrendo em áreas marcadamente definidas. Pode levar a perda difusa de cabelos e alterações em unhas.


A alopécia areata é provavelmente uma doença auto-imune. A lesão inicial característica é comumente uma mancha lisa, sem cabelos, totalmente circunscrita. A mancha inicial pode regredir em poucos meses, ou manchas futuras podem aparecem e tornar-se rapidamente confluentes.

Na alopécia areata total inicia-se com manchas circunscritas rapidamente progressivas e termina com perda completa de todo o cabelo. Na forma mais séria, a alopécia areata universal, todos os pêlos do corpo também caem, incluindo sobrancelhas, cílios e pêlos pubianos.



Tratamento:
Se a região afectada for pequena, o razoável é observar a progressão da doença, uma vez que o problema muitas vezes regride espontaneamente e os pêlos/cabelos nascem de novo.
Em casos onde há severa perda de pêlos/cabelos, tem havido sucesso limitado usando alguns tratamentos, neste caso a ida a um especialista é emergente.

2012-03-05

HERPES ZOSTER - ZONA

É uma doença causada pela infecção de um gânglio nervoso por um vírus (varicela zoster), o que vai causar dores intensas e o aparecimento de pequenas bolhas com líquido (vesículas) ao longo do trajecto do nervo ou nervos com origem nesse gânglio. O vírus é o mesmo que causa o aparecimento da VARICELA.
O tratamento passa pela desinfecção local das vesículas, para impedir que infectem, a a toma de analgésicos mais ou menos potentes conforme os sintomas. Deve ser também utilizado um antivirico, e no caso de ficar uma dor residual no nervo afectado, faz-se tratamento anti-nevrítico.



Quais os sintomas da Zona e como evolui esta doença ?
 
O primeiro sintoma da Zona é quase sempre uma dor intensa e localizada (tipo queimadura, punhalada, penetrante ou lancinante) que pode distribuir-se superficialmente ou em profundidade, e ser constante ou intermitente, assemelhando-se assim, à de outras doenças. Por vezes, as pessoas sentem a dor antes de surgirem as lesões da pele.




Estas lesões são pequenas bolhas avermelhadas que surgem progressivamente ao longo de uma faixa estreita de pele.


A Zona pode aparecer em muitos locais, mas a localização mais frequente é na região do tórax.



As vesículas passam a feridas em três dias; após uma semana a dez dias as feridas secam e as crostas caem ao fim de duas a três semanas, por vezes deixando zonas despigmentadas ou com cicatriz.



Habitualmente, para além das lesões ao nível da pele, a Zona está associada a sintomas e sinais gerais, ligeiros a moderados, como dores de cabeça, náuseas, vómitos, febre, por exemplo.



Que complicações podem surgir ?
A principal complicação da Zona é a persistência da dor. Esta dor, a que se dá o nome de nevralgia pós-herpética, pode tornar-se crónica e persistir durante meses ou anos, impedindo muitas vezes o doente de levar uma vida normal e despreocupada.
Podem ocorrer outras complicações, como o atingimento dos olhos, por exemplo. Nestes casos existe mesmo risco de cegueira.
Esta última localização deve ser acompanhada por um oftalmologista.

2012-03-01

PARONÍQUIA

Um paroníquia é uma infecção da pele que fica ao redor das unhas dos dedos das mãos ou dos pés.
Paroníquia aguda
Normalmente aparece subitamente como uma área muito dolorosa de inchaço, calor e vermelhidão ao redor da unha, normalmente depois de uma lesão nesta área.
Uma paroníquia aguda é causada tipicamente por uma infecção por bactérias que invadem a pele onde há um ferimento. O dano pode ser causado pelo mal cuidado de manicure / podólogo (cortando a cutícula), pela mania de morder as extremidades das unhas ou a pele ao redor das unhas, ou chupando a ponta dos dedos.
Paroníquia crônica
É uma infecção que normalmente se desenvolve lentamente, causando inchaço progressivo, aumento da sensibilidade e vermelhidão da pele ao redor das unhas.
Normalmente é causada por Candida ou outras espécies de fungo (micose). Afeta freqüentemente vários dedos na mesma mão.
As pessoas que tem maior chance de adquirir esta infecção são as que têm diabetes ou aquelas cujo trabalho constantemente expõe suas mãos à água ou a solventes químicos.
Tais trabalhos incluem lavadeiras de roupas, garçons, empregadas domésticas, jardineiros, dentistas, babás, cozinheiras, lavadores de prato e cabelereiras/os.

Quadro Clínico

A paroníquia aguda causa dor latejante, vermelhidão, calor e inchaço da pele ao redor da unha. Em alguns casos, uma pequena quantidade de pus se junta debaixo da pele próxima à unha, ou debaixo da própria unha. Freqüentemente, só uma unha é afetada.
Uma paroníquia crônica normalmente causa sintomas menos intensos que uma paroníquia aguda. Geralmente, a área ao redor da unha fica sensível, vermelha e ligeiramente inchada; a cutícula fica machucada, se decompondo; e a pele ao redor da unha fica úmida. Várias unhas podem ser afetadas na mesma mão ao mesmo tempo.

Diagnóstico

Se a pessoa tem uma paroníquia aguda leve, ela normalmente pode fazer o diagnóstico sozinha, principalmente se há dor pulsante, inchaço e vermelhidão na área lesada ao redor de uma unha.
Se o paciente é diabético, ele pode ter vários dedos afetados, ou ter sintomas mais graves (pus, febre, dor intensa), e deve ser avaliado por um médico. Na maioria dos casos, o médico pode fazer o diagnóstico examinando a área afetada. Porém, se houver um acúmulo de pus (abscesso), ele pode colher uma amostra do pus para ser testado no laboratório e identificar bactérias e fungos.

Prevenção

Para prevenir a paroníquia, faça o seguinte:
Mantenha suas mãos e pés secos e limpos,
Use luvas de borracha com forro de algodão hidrófilo se suas mãos estiverem habitualmente expostas à água ou substâncias químicas corrosivas,
Seja cuidadoso ao cuidar / cortar suas unhas. Evite cortar ou empurrar as cutículas para trás,
Evite morder as unhas ou a pele ao redor delas,
Se você tem diabetes, mantenha seus níveis de açúcar no sangue dentro de uma faixa normal seguindo a dieta e tomando seus medicamentos.

Tratamento

O tipo de tratamento depende do tipo de paroníquia:
Paroníquia aguda
Em muitos casos, você pode começar a se tratar fazendo compressas ou mergulhando o dedo em água morna. Faça isto durante pelo menos 15 minutos, 2 a 4 vezes ao dia. Se seus sintomas não melhorem com este tratamento, ou se o pus apareceu perto da unha, procure um cirurgião.
Se você tiver um paroníquia leve ou grave, o médico a tratará com antibióticos, como a Dicloxacilina, Cloxacilina, Erythromicina ou Cefalexina (Keflex®).
Ele também irá orientar a elevar o dedo lesado, e a fazer banhos com água morna duas a quatro vezes ao dia. Se houver abscesso (pus) perto da unha, ele fará uma drenagem da área afetada sob anestesia local para escoar o pus. Se necessário, uma parte pequena de sua unha será removida para ter certeza que a área drena completamente.
Paroníquia crônica
Desde que a maioria dos casos de paroníquia crônica é causada por fungos (micose), o médico tratará a infecção com medicamento antifúngico que é aplicado à pele, como o Clotrimazol ou o Cetoconazol (Canesten®, Nizoral®, etc). Você pode ter que aplicar o medicamento diariamente durante várias semanas.
Ele também irá lembrá-lo de manter a pele limpa e seca. Raramente, em casos graves, você precisará tomar remédios contra micose (antifúngicos) ou corticóides via oral.

Qual médico procurar?

Procure um (a) dermatologista se você tiver sintomas de paroníquia e:
Você tem diabetes,
Você tem um acúmulo de pus (abscesso) próximo da unha ou debaixo dela,
Você está com febre,
A área de vermelhidão próxima da unha começa a esparramar para o dedo,
Você tem sintomas mais leves (sensibilidade, vermelhidão, inchaço mínimo) que dura mais que sete dias.

Prognóstico

A duração de uma paroníquia depende de seu tipo. Com o tratamento adequado, uma paroníquia aguda cura-se normalmente dentro de 5 a 10 dias sem dano permanente para a unha.
Uma paroníquia crônica pode precisar de várias semanas de medicamento antifúngico. Até mesmo depois do tratamento adequado, uma paroníquia pode devolver-se se o paciente lesa a pele novamente ou esquece de manter as unhas secas.
Raramente, em casos muito severos, a paroníquia pode progredir para a osteomielite (infecção do osso) do dedo.

2012-02-28

DESIDROSE



Desidrose ou eczema desidrótico são lesões vesiculosas (pequenas bolhas) com eritema ausente ou limitado, que aparecem nas bordas dos dedos e nas regiões palmares (mão) e plantares (pé) de caracter recidivante. As vesículas podem confluir formando grandes bolhas. Pode acontecer infecção secundária com abundante secreção purulenta. O quadro clínico é súbito e recorrente e a duração do quadro em média é de 3 semanas.

Existem vários fatores relacionados a esta entidade:

- Contacto: várias substâncias estão relacionadas com relação ao contato.
- Atopia
- Infecções bacterianas
- Medicamentos: penicilinas e outros antibióticos
- Infecções fúngicas
- Factores emocionais
- Factores estressantes, geralmente associam à hiperhidrose.
O tratamento realizado é com produtos tópicos ( corticosteróide em pequena quantidade, duas vezes ao dia, durante não mais que sete a dez dias) e nos casos mais severos medicamentos sistêmicos. Antihistamínicos e tranqüilizantes podem ser úteis.
  • Desinfectar com um anti-septico, por ex: Diaseptyl da Ducray;
  • Usar Travocort creme 2xdia.
COM AJUDA DO SEU FARMACÊUTICO
O seu farmacêutico conhece bem os sintomas e sabe distingui-la de outras afecções...
Conhece igualmente as diversas alternativas terapêuticas disponíveis e está apto a reconhecer quando a situação implica o recurso a um médico.
A indicação farmacêutica na farmácia faz toda a diferença!

2012-02-24

PÉ DE ATLETA


O pé de atleta, também conhecido por tinea pedis, é a infecção fúngica mais comum nos países desenvolvidos e ataca mais homens do que mulheres, afectando cerca de 70% das pessoas nalgum período das suas vidas.

É causada por um fungo denominado dermatófito e, apesar deste fungo poder ser encontrado em diversos locais, ele é, particularmente, comum em ambientes quentes e húmidos como piscinas, balneários e vestiários de instalações desportivas, locais onde os atletas e outras pessoas activas caminham, frequentemente, descalços.

Uma vez tendo contaminado a pele dos pés, o ambiente quente e húmido originado pelas meias e pelo calçado fechado proporciona condições óptimas para o desenvolvimento do fungo.
Como o próprio nome indica ocorre a nível dos pés, afectando, tipicamente, os espaços interdigitais, mas pode alastrar para a planta ou lados dos pés e para as unhas. Para além disto, através do coçar pode haver disseminação da infecção para as mãos, virilhas e axilas.

Os sinais e os sintomas desta condição podem ser muito diversos, no entanto, é pouco provável que a pessoa afectada evidencie todos:
*Comichão intensa, picadas e ardor entre os dedos, particularmente, entre o 4º e o 5º dedos e na planta dos pés com espessamento da pele;
*Pele dos espaços interdigitais gretada, com bolhas ou a descamar;
*Mau odor; Como se trata? O tratamento faz-se, normalmente, numa primeira fase, através do recurso a antifúngicos tópicos (aplicados localmente): Lamisil® 1 (venda livre)

No caso de pacientes com pé de atleta à muito tempo ou com muitas recorrências, a medicação tópica pode não ser suficiente, uma vez que promove apenas algum alívio sintomático sem, no entanto, curar a infecção. Neste caso os antifúngicos orais podem ser mais eficazes mas, mesmo assim, não é certo que não haja recorrência.

Como se previne?
A prevenção é tão importante como a medicação no tratamento desta infecção em virtude da elevada frequência de recorrências.
*Lavar os pés cuidadosamente todos os dias usando por exemplo: betadine solução espuma;
*Secar bem os pés, dedo a dedo, tendo especial atenção às áreas entre eles (espaços interdigitais), após tomar banho ou nadar;
*No caso de se utilizar equipamentos públicos como piscinas ou chuveiros, deve-se ter o cuidado de usar chinelos ou sandálias para prevenir a exposição dos pés ao chão contaminado pelos fungos;
*Deve-se dar preferência aos sapatos de pele em alternativa aos de “plástico” (sintéticos), uma vez que a pele permite ao pé “respirar” melhor e, assim, manter-se seco com mais facilidade;
*Deve-se usar meias que sejam 100% algodão;
*Limpar os sapatos por dentro, usando produtos apropriados para isso, ex: Akileine spray sapatos, e deixar os sapados se possivel a arejar durante 24 horas.

Fale com o seu Farmacêutico

BOQUEIRAS



Queilite angular ou perleche
(BOQUEIRAS)

  • É uma doença de origem multifactorial em que as espécies de Candida actuam como cofac-tores causais.
  • Encontra-se frequentemente associada ao uso prolongado de próteses parciais, surgindo por perda de dimensão vertical. A saliva humedece de um modo continuado as pregas das comis-suras labiais, aumentando a propensão para a infecção.
  • Manifesta-se clinicamente sob a forma de fissuras vermelhas e dolorosas que irradiam das comissuras labiais ocasionalmente cobertas por pontos ou placas amarelo-esbranquiçadas.

Na queilite angular a candidíase está sempre presente, mas não é a causa primária. Deve ser natural-mente erradicada, o que favorece a recuperação do tecido. Infecções bacterianas eventualmente estão associadas, valendo, então, o tratamento de antimicóticos associados e antibióticos, de regras locais.

Tratamento:

  • Corrigir factores predisponentes (ex.: anemia, dimensão oral vertical, etc.)
  • Utilizar Ácido fusídico a 2% associado ou não com corticóide tópico e
  • Associar Clorhexidina a 0,12 ou 0,2% em solução oral

PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Saiba como utilizá-la numa situação de emergência...

É UM MÉTODO OCASIONAL PARA PREVENIR UMA GRAVIDEZ INDESEJADA.
O QUE É A PÍLULA DO DIA SEGUINTE?

É um medicamento para evitar uma gravidez indesejada depois de uma relação sexual não protegida ou mal protegida. Ex.: rompimento ou esquecimento da pílula diária, deslocação do dispositivo intra-uterino, violação, etc;

Se for tomada de acordo com as recomendações reduz o risco de engravidar mas não é 100% eficaz;
Não é abortiva;
Só deve ser tomada ocasionalmente.

Como se toma? . O mais cedo possível, após a relação sexual, de preferência nas primeiras 12 horas, porque a eficácia é tanto maior quanto mais cedo for tomada. . Embora seja chamada "pílula do dia seguinte", deve ser tomada até 72 horas após a relação sexual não protegida ou mal protegida. No entanto mantém eficácia aceitável até às 120 horas (5dias). O risco de gravidez está muito aumentado se for tomada depois das 120 horas (5 dias) após a relação sexual.

Que efeitos secundários pode provocar? . Os mais comuns são náuseas e vómitos, dores de cabeça, tensão mamária, perdas de sangue vaginais, menstruação um pouco antes ou depois do previsto, dores abdominais e fadiga. Estes efeitos desaparecem ao fim de alguns dias;

Quais os cuidados a ter depois de a utilizar?
*Nas relações sexuais seguintes, e até ao aparecimento da próxima menstruação, utilize outro método de contracepção como o preservativo, espermicida, etc;
 *Se estava a tomar uma pílula diária, não pare. Continue a tomá-la regularmente para não alterar o período menstrual. Até à próxima menstruação utilize também o preservativo nas relações sexuais, para se proteger de uma gravidez indesejada;
* Faça um teste de gravidez se a menstruação não aparecer até ao 5º dia após a data prevista;
* Para proteger a sua saúde, evite repetir a tomada da “pílula do dia seguinte” no mesmo ciclo menstrual para não sobrecarregar o organismo de hormonas.

É importante saber que…
*Não substitui os métodos contraceptivos regulares;
*Os métodos contraceptivos regulares (ex: contraceptivos orais, dispositivo intra-uterino, preservativo, etc.) são mais seguros e eficazes do que a “pílula do dia seguinte”;
*A “pílula do dia seguinte” só deve ser usada em caso de emergência;
*A “pílula do dia seguinte” não protege contra doenças sexualmente transmissíveis (ex.: SIDA). Use preservativo!
*Antes de tomar a “pílula do dia seguinte”, informe o seu médico ou farmacêutico se está a amamentar, se tem algum problema de saúde (ex.:doenças de fígado, cancro, problemas de coagulação do sangue) e se está a tomar outros medicamentos;
*Se estiver grávida não deve tomar a “pílula do dia seguinte”;
*A contracepção de Emergência não é abortiva. Actua de várias formas para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada.
Assim: a contracepção de emergência pode impedir ou atrasar a ovulação (impedir a saída do óvulo do ovário da mulher); pode impedir a fertilização (o encontro do óvulo com o espermatozoide); pode impedir a implantação dum ovo na parede do útero, acontecimento que a ciência médica define como início de uma gravidez.
*Se a mulher já estiver grávida, isto é se o ovo já estiver implantado no útero, a contracepção de emergência é totalmente ineficaz, embora não tenha qualquer efeito nocivo dobre o feto ou a gravidez.

 O que pode esperar do seu farmacêutico?
*Informação sobre a eficácia do contraceptivo de emergência;
*Recomendações sobre a toma correcta do medicamento;
*Esclarecimento das suas dúvidas, antes ou depois de tomar o medicamento;
*Informação sobre os métodos de contracepção regular que existem.


Para utilizar uma contracepção eficaz e segura e usar ocasionalmente a “pílula do dia seguinte”, informe-se com o seu médico ou farmacêutico.

2012-02-22

PEDICULOSE

CABELOS LIVRES DE PIOLHOS
UM PARASITA... MUITA COMICHÃO

Os piolhos são parasitas que precisam dos seres humanos - os seus hospedeiros - para completar o seu ciclo de vida.
Pequenos mas visíveis, fixam-se no cabelo junto ao couro cabeludo. Alimentando-se de pequenas quantidades de sangue que sugam, injectando depois uma espécie de saliva: a ela se deve a comichão típica.

Multiplicam-se ao ritmo de oito ovos por dia - são as lêndeas, ovais e brilhantes, que se fixam nos cabelos, Ao fim de sete a dez dias, nascem novos piolhos, dando início a novo ciclo reprodutivo. Está-se então perante uma infestação - pediculose.

Pode acontecer em qualquer cabeça: não importa a idade, raça ou estrato social. E em cabelos limpos ou sujos, porque, ao contrário do que se pensa, esta não é uma questão de (falta de) higiene.

ONDE HÁ MUITAS CRIANÇAS…

…é provável que possam existir piolhos (casa, escola ou ginásios). Não saltam nem voam, mas passam facilmente de uma cabeça para outra por contacto directo. Também o contacto indirecto através de pentes, escovas, chapéus, almofadas ou lençóis lhes permite encontrar novos hospedeiros.

COM O REGRESSO ÀS AULAS, PODEM REGRESSAR TAMBÉM… OS PIOLHOS.
O QUE HÁ A FAZER É ESTAR ATENTO, PARA TRATAR O MAIS CEDO POSSÍVEL E EVITAR A TRANSMISSÃO.

COMICHÃO, MUITA COMICHÃO

É quase sempre a comichão que denuncia a presença de piolhos. Por isso, há que vigiar os cabelos e se a criança se coça, sobretudo se insistir na nuca e atrás das orelhas, as zonas preferidas pelos piolhos.

Quando a coceira é muita, há o risco de se desenvolverem dermatoses, pequenas lesões no couro cabeludo que podem agravar-se e dar origem a infecções.
Perante a suspeita, há que agir. A simples existência de comichão não basta, só a visualização directa de piolhos vivos e lêndeas confirma a infestação.

Como? Com a ajuda de uma luz forte, de um pente próprio e alguma paciência:

- lava-se o cabelo e aplica-se amaciador em abundância, para facilitar o desprendimento do piolho ou da lêndea

- desembaraça-se o cabelo ainda húmido, dividindo-o em secções

- escova-se em cada madeixa, da raiz ás pontas, com pente próprio, de dentes muito finos que pode ser adquirido na farmácia

- a cada passagem, limpa-se o pente a um lenço de papel branco

- depois analisam-se as partículas recolhidas: os piolhos soltam-se e vêem-se facilmente, as lêndeas são mais resistentes e tendem a fixar-se aos cabelos

- Por fim deita-se o lenço de papel no lixo dentro de um saco fechado.

PARA CABELOS LIVRES DE PIOLHOS

O tratamento mais eficaz consiste na aplicação de antiparasitários sob a forma de champô, creme ou loção. A maioria destes produtos não requer receita médica, mas o aconselhamento farmacêutico é essencial para garantir o uso correcto e assegurar a eficácia do tratamento.

Há que respeitar as instruções de aplicação, nomeadamente quanto ao intervalo de tempo entre aplicações.
No geral, os produtos são aplicados no cabelo e couro cabeludo, não esquecendo a zona atrás das orelhas e nuca. Depois passa-se o cabelo com um pente fino para remover os piolhos e lêndeas. Quando indicada uma segunda aplicação deve-se aguardar 7 a 10 dias.


Os antiparasitários usam-se apenas em caso de infestação e com aconselhamento prévio: o seu uso em elementos da família sem infestação comprovada ou para prevenir re-infestações é desaconselhado e tem como consequência a redução de eficácia de alguns antiparasitários.

A prevenção do contágio consegue-se através de outras medidas como:

- Evitar o contacto directo entre cabeças

- Verificar o cabelo das crianças e dos restantes membros da família com regularidade

- Lavar vestuário e roupa de cama, escovas e pentes em água bem quente (60ºC)

- Guardar os objectos/vestuário que não podem ser lavados em sacos fechados durante 2 semanas.


Ao encontrar piolhos alerte a escola para evitar a propagação a mais crianças.

COM AJUDA DO SEU FARMACÊUTICO
O seu farmacêutico conhece bem os sintomas da Pediculose e as diversas alternativas terapêuticas disponíveis.

A indicação farmacêutica na farmácia faz toda a diferença!

AFTAS


Constituem lesões vesiculares que se rompem e formam úlceras arredondadas, com bordas elevadas, bastante dolorosas.
São úlceras superficiais cobertas com uma camada amarela e círculo eritematoso. Ocorre uma sensação de queimação que prejudica a fala e a mastigação.
Duram de 4 a 8 dias.
As suas causas são alimentares, endócrinas (nas mulheres), infecciosas ou psíquicas.

TRATAMENTO DA ESTOMATITE AFTOSA ( aftas )
- Eliminar todos os alimentos ácidos: Laranjas, Kiwi, nozes, morangos, alimentos com condimentos e chocolate.
- Recorrer à sua Farmácia.

COM AJUDA DO SEU FARMACÊUTICO
O seu farmacêutico conhece bem os sintomas e sabe distingui-la de outras afecções...
Conhece igualmente as diversas alternativas terapêuticas disponíveis e está apto a reconhecer quando a situação implica o recurso a um médico.
A indicação farmacêutica na farmácia faz toda a diferença!

CONSTIPAÇÃO...VÍRUS HÁ MUITOS!!!

UMA MÃO CHEIA DE VÍRUS 
A constipação é a infecção vírica mais frequente no ser humano. Na sua origem podem estar mais de duas centenas de vírus, sendo o rinovírus o principal. Só deste existem vários tipos diferentes o que explica a variedade dos sintomas e a inexistência de uma vacina. 
Trata-se de uma infecção das vias respiratórias superiores, o que significa que afecta sobretudo o nariz, a garganta e também os ouvidos. 
Daí os seus sintomas: 
  1. Espirros 
  2. Nariz a pingar ou congestionado 
  3. Garganta irritada ou dificuldade em engolir 
  4. Olhos lacrimejantes 
  5. Fadiga, dores de cabeça e corporais ligeiras a moderadas 
  6. Diminuição do paladar e do olfacto 
  7. Febre baixa. 
Estes sintomas surgem dois a três dias após contágio e podem manter-se por duas semanas, mas na maioria das pessoas recupera numa semana. 
Qualquer pessoa, em qualquer idade, se pode constipar, mas no adulto isso acontece, em média, duas a quatro vezes por ano. 
Na criança o sistema de defesas (imunitário) ainda é frágil, e a susceptibilidade é maior, além de que elas partilham espaços mais fechados, o que facilita a transmissão do vírus. Quando as infecções respiratórias acontecem mais do que seis vezes por ano é necessária uma avaliação médica. 

O NARIZ PINGA OU ESTÁ TAPADO? ESPIRRA COM FREQUÊNCIA E TEM TOSSE? ISSO PODE SER UMA CONSTIPAÇÃO... RECONHEÇA-A E SAIBA COMO ALIVIÁ-LA. 

A vulgar constipação distingue-se de outra doenças como a: 
 Gripe – que surge de forma súbita com febre elevada, prostração e dores musculares intensas; só ao fim de dois a três dias podem surgir os sintomas respiratórios. 
 Rinite Alérgica – em que não há febre e a alergia manifesta-se por vários dias consecutivos.
 Sinusite – com congestão nasal, tosse nocturna, dores faciais e por vezes dores de cabeça, podendo ocorrer febre baixa. 

PELAS MÃOS SE APANHA UMA CONSTIPAÇÃO 
Os vírus que causam a constipação entram no organismo pelo nariz ou pela boca o que pode acontecer após o contacto com mãos e objectos contaminados. 
Levar as mãos aos olhos, ao nariz ou à boca é meio caminho andado para se ficar constipado. 

 Por isso, a prevenção – para evitar ser contagiado ou contagiar outros – passa por: - 
  • Lavar as mãos frequentemente, principalmente depois de espirrar, tossir, assoar-se ou assoar uma criança 
  • Usar lenços de papel, deitando-os fora após cada utilização 
  • Cobrir o nariz ou a boca quando espirrar ou tossir 
  • Evitar beber pelo mesmo copo, caneca ou garrafa de outra pessoa 
  • Usar uma toalha só para si 
  • Evitar o contacto prolongado com pessoas constipadas; e, se estiver doente, evitar estar perto de pessoas saudáveis. 
 REPOUSO, HIDRATAÇÃO E… Repousar ajuda a restabelecer, mas também é necessário ingerir líquidos em abundância, água, sopas ou sumos de fruta, de modo a prevenir a desidratação. As vaporizações ou atmosferas húmidas, ajudam a fluidificar as secreções, mas não devem conter essências. 

Não existem medicamentos específicos para tratar a constipação. 
O alívio dos sintomas consegue-se com: 
  • analgésicos e antipiréticos, para dor e febre, a que se juntam os anti – inflamatórios (na criança não se deve recorrer a aspirina ou seus derivados); 
  • anti–histamínicos para o corrimento nasal e espirros (usados com moderação); 
  • descongestionantes ou sprays de água do mar para desentupir o nariz; 
  • pastilhas ou mesmo rebuçados para a garganta irritada. 

Estes medicamentos requerem cuidados e nem todas as pessoas os podem tomar. Aconselhe-se com o seu farmacêutico. Em regra, a constipação é benigna e passageira. Mas pode causar algumas complicações em crianças, idosos e doentes respiratórios porque são mais vulneráveis. Neles a infecção pode complicar com risco de pneumonia ou otite. Se os sintomas não melhorarem com o tempo e tratamento, há que consultar um médico. 

 COM AJUDA DO SEU FARMACÊUTICO O seu farmacêutico conhece bem os sintomas da constipação e sabe distingui-la de outras infecções respiratórias. Conhece igualmente as diversas alternativas terapêuticas disponíveis e está apto a reconhecer quando a situação implica o recurso a um médico. Por isso, se pensa que está constipado não hesite: a indicação farmacêutica na farmácia faz toda a diferença!

  Olho seco O que causa o olho seco? O olho seco tem diversas causas. Faz parte do processo natural de envelhecimento, especialmente durante...